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Paixão

9 junho 2010

Estou apaixonado! Mas não sei por quem.

Bem, acho que então não estou apaixonado, já que me parece que a paixão requer um “objeto”, além do sujeito e do verbo.

Neste caso, não estou apaixonado, mas estou em estado de paixão!

É óbvio que isto é apenas devido ao Inverno! Eu estou apaixonado pelo mundo, pela vida, pelo viver… só porque está frio!

O estado de paixão é um estado de felicidade…. sinto-me feliz! Mas não feliz porque acontece algo, e sim, talvez, por não acontecer nada… digo, nada de ruim: não há sol! não há calor! não há suór, cansaço, mau cheiro, indisposição… não há todas as coisas odiosas do verão!!! Deve ser porisso que estou feliz!

Acordo e sinto-me feliz! Tenho vontade de pegar a moto e enfrentar o ar gelaaaado da madrugada – sim, eu saio de casa hooooras antes do sol pensar em nascer.

De fato, tenho toda a indumentária necessária pra encarar o frio numa boa… blusão, jaqueta, botas, luvas, meias, manta, etc…. só o rosto vai recebendo o ar geladésimo da madrugada… já que prefiro óculos de proteção do que a viseira fechada.

Trabalho ‘sabendo’ que não haverá sol/calor qndo eu sair no final do expediente. Saio e não há calor, mesmo! As vezes, até sinto frio! Agora, mesmo, estou em minha casa e sinto frio! E isto me dá felicidade!

Por conta disto… e de saber que este período frio há de durar alguns meses, é que embriago-me de uma sensação de prazer… “vejo-me” sorrindo!

Então, tenho lembrado de músicas antigas que me dão prazer… muitas são músicas com letras apaixonadas…. aquelas paixões sem tempo, sem cronologia, pura sensação repentina!

Sinto-me como se estivesse apaixonado, ou prestes a apaixonar-me… e isto é tão estranho que não me causa medo!

Em tempo de outrora, eu necessitava de “objeto” de paixão… em tempos recentes, eu repudiava a idéia… agora, simplesmente, não a temo!

Ainda que tenha consciência de que minha mente estará acima de qualquer paixão, a esta altura da vida, há uma permissividade, aí….

Eu amo o inverno! Eu adoro o frio….

Sim, sim, sempre que afirmar isso, não esquecerei que há pessoas que sofrem com o frio… que os indigentes e os nada abastados sofrem, morrem, etc…. e sempre terei pena deles… sempre me incomodarei por não ter forças para sanar-lhes os problemas… mas estou fazendo uma observação pessoal e unilateral: Eu adoro o inverno! E se eu fosse indigente, talvez morresse de frio… e morreria mais feliz do que se morresse de desidratação, insolação, etc…. como diria minha avó (pessoa impressionante!!!): “- O que é de gosto, é regalo da vida!”

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