Contradição.

Uma de minhas palavras favoritas.
Mas, sobre o que vou escrever, embora pareça contraditório, não me parece!
Sempre escrevo usando de pseudo-paradoxos… antíteses, ao menos.

Gosto de liberdade. Falando, estritamente, de relacionamentos conjugais. Mas, veja: isto não significa que não possa ou não queira estar com uma única pessoa.
Acontece que eu desejo que ambos tenham liberdade de escolha. Isto significa estar livre para ir-se a hora que bem entenda, como também significa estar livre para ficar ou voltar quantas vezes se queira.
Várias mulheres com quem me relacionei (ou relaciono) insistem em achar que, se às deixo livres, significa que não às deseje unicamente e para sempre! Isto não é verdade. Ainda que não seja mentira. Qualquer mulher com quem me relaciono está sob a iminência de “prender-me” para todo o sempre! Basta que isto seja o desejo de ambos. Ambos, eu falei. Algumas não querem. Ok. Mas, àquelas que apreciam a idéia, falta-lhes compreender que para eu elegê-las a “última” ou a “única” (como outrora elegi minha ex-esposa), basta que nossa história seja bonita e cresça!

Não pode ser um contrato. Não pode ser uma obrigação. Não pode ser fruto de uma angústia. Deixe-me “em paz”! Convide-me para sair… convide-me para ficar. Aceite meus convites. Recuse-os quando quiser. Sejas tu, mesma! Tenha sua ocupação, seus compromissos, seus amigos, sua própria diversão… deseje estar comigo quando queira e não se zangue quando eu não puder (eu também não me zango quando tu não podes). Entenda que “poder”, aqui pode ser em função de outros compromissos ou da vontade, simplesmente. Se eu te convido pra sair, tu podes me dizer: “-Não posso” ou “Não to afim” – eu não vou perguntar “por quê?”. E não quero ouvir um “Por quê?” quando eu disser “não quero” ou “não to afim”.
Se alguém não pode ou não quer, de que adianta o outro ficar enchendo o saco?
Eu não quero que tu saias comigo se tu não tava afim, antes! Ou se pra isso tu vais ter prejuízos de qualquer natureza. Não. Eu só te quero ao meu lado, quando isto for de tua inteira vontade e não te cause prejuízos.
É lógico que vou adorar se tu matar a aula ou o serviço pra estar comigo…. desde que tu tenhas perfeita consciência do que estás fazendo! Porque, algumas vezes, eu também deixo compromissos “sérios” para VIVER… mas EU – e, somente, EU – sei quais conseqüências eu vou encarar. E penso que contigo deva ser do mesmo jeito.

Experimente ser feliz ao meu lado! Experimente ser feliz ao meu lado quando estiveres ao meu lado!! E quando não estiver, seja feliz de outra forma! Quando ficar feliz ao meu lado passar a ser o mais interessante pra ti, regozija-te ao estar ao meu lado! Ofereça-me o teu ser! Até enquanto isto for bom pra ti! É, exatamente, isto que eu faço, sempre!!!

Se agires assim, talvez um dia percebas que estamos fazendo isto juntos há dezenas de anos! Talvez descubramos que estamos fazendo isto, apenas, um com o outro, há algum tempo…. Mas, só porque foi assim e não porque “resolvemos” que deveríamos ficar, exclusivamente, um com o outro.

Pra mim, parece tão simples e lógico. Por que tanta gente complica? Por que tantas outras são superficiais nesta troca, só pq não houve o “contrato”?

Eu vou continuar doando-me por inteiro em cada segundo!!
Eu vou continuar fugindo de quem tiver medo/insegurança de “não ser tão interessante” pra mim.
Eu vou continuar me apaixonando por pessoas seguras de si e que sabem aproveitar os momentos quando os momentos estão acontecendo.

E viva a felicidade de cada um!

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