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Saber VIVER. Fidelidade, Namoro, Relacionamentos e toda essa coisa inebriante!

28 setembro 2012

Sou defensor das relações livres. Sempre que digo isso, as pessoas acham que estou pensando em MIM. Ao passo que, geralmente, é quase o contrário. Ou seja, não quero prender as pessoas a mim (mas, claro, aprecio que alguém LIVRE continue comigo, deseje estar comigo. . . é só assim que tenho certeza da pessoa estar comigo porque quer e não por convenções ou comodidade). O estranho é que algumas vezes, estou começando a curtir alguém. . . começo a imaginar como seria estar com esta pessoa fazendo isso ou aquilo. . . começo a pensar se preferiria estar com ela à outras. . . daí a pessoa ou some [sem saber o que eu estava pensando] ou começa a fazer exigências, ou mesmo, chegamos a ter uma conversa sobre o assunto e a pessoa expõe “condições”. =/

Ninguém, mais, sabe viver? As pessoas não sabem sair, passear, ir ao cinema, teatro, shows, bares, restaurantes. . . ficar conversando por aí. . . sentar em praças, andar de bicicleta, etc? Alguém determinou que certas ações são para “namorados”, outras não; Daí não se permitem curtir alguns momentos com alguém que ainda não ostenta o título de “namorad@”.

O problema é que eu não entendo esta coisa de “primeiro seja meu namorado pra depois eu ser legal contigo”.
Pra mim, a ordem é, obviamente, outra: Tu faz tantas coisas legais com alguém que acaba muito afim de estar sempre, ou pelo menos, freqüentemente, com esta pessoa.
E a partir daí, há um aumento da intensidade e, possivelmente, da quantidade de sensações com tal pessoa. Mas, por que, precisam dar nome pra isso?
Eu não vou atrás destas pessoas. Penso que se elas não quiseram ficar por perto é por que não tinham interesse, real, em mim, mas sim, tinham interesse em “namorar” alguém, que poderia ser eu, por mero acaso.
Não fico frustrado. Mas, além de curioso por saber se é assim, mesmo, que estão acontecendo as coisas, acho lamentável, perder aqueles momentos bons, só pq a outra pessoa não sabe viver o presente.

Também não fico sem esperanças, porque sei que existem pessoas mais ligadas ao presente.
Aliás, foi assim que me casei. Se minha ex-esposa era assim, como eu [ainda que não escondesse tanto, como eu, o ciúmes], há de existir mais gente assim.
Continuarei vivendo e observando [aliás, observar é uma das formas mais profundas de viver, pra mim].
Continuarei vivenciando os momentos bons, pelo período que antecede o momento da “exigência” e então seguirei à disposição de outros momentos bons. .

Aliás, vejam que interessante isso!!! Interessante e ‘comum’, já que vemos esta construção em contos gregos quinhentistas a. C e milenares provérbios chineses: Quando se quer evitar o destino é à ele que vamos de encontro. Ou seja:
– Tenho momentos agradáveis com alguém. . .
– A pessoa, por medo de perder tais momentos, exige-me “garantias”. . .
– Perde-me, instantaneamente.
– E perde-me, porque ela escolhe ir-se, já que não recebeu as garantias. Pois eu continuo inalterado. Continuo ali, disponível para os momentos bons, só não os proponho, mais.
E quando isso recai sobre a exclusividade dos relacionamentos, torna-se mais paradoxal!

Eu não posso dar garantias, quando ainda tenho interesse por outras pessoas. . . ou, simplesmente, porque não estou cégo de amor por quem me propõe isso. Mas, eu tenho um compromisso maior com minha sinceridade. Eu insisto em não mentir. Pelo simples fato de que eu não tolero uma mentira. Nenhuma. Por menor que seja. Por mais ridícula que seja [Eu posso entender uma mentira gigantesca, pois esta tem explicação].
Além disso, eu não quero sentir-me amarrado pelas “garantias”. Nem quero que tu estejas “tranqüila” com as garantias e ainda me obrigue a te dizer todas as vezes que eu estiver interessado em outra pessoa, mesmo que este interesse seja unilateral meu e ainda vá esvair-se em pouco tempo. . Acompanhe o raciocínio:

Eu estou contigo. Tu resolve que eu tenho que entitular-me “teu namorado” e que por isto não posso ficar com outra pessoas, senão estarei “te traindo” {óh como acho terrível esta palavra! não posso aceitá-la para descrever relações paralelas ou infidelidade, que seja}.
Aí eu sinto uma tesão louca por outra mulher. . . . nada aconteceu, ainda. . . a mulher nem sabe de nada.
Neste momento, eu posso fazer duas coisas: Ou deixo assim, ou interajo com a mulher.
Mas, não posso interagir sem “começar” a interagir. Sem haver esta intenção. E no momento que houver a intenção, preciso comunicar-te, para que não te sintas “traída”.

Porém, quando eu começar a interagir, novamente, temos duas hipóteses: Ou acontece algo, ou não acontece. Pode ser que não aconteça pq a outra parte não correspondeu. Pode ser que não aconteça pq eu vá perder a tesão ao descobrir este ou aquele detalhe da outra pessoa em questão. . Aí eu faço o quê?
Volto chorando e peço perdão como os outros homens bunda-moles que não assumem suas sensações e intenções?
Claro que não. Vou ter que seguir adiante sem ti. E tu, talvez, esteja lá chorando, arrependida, ou simplesmente, fosse capaz de “perdoar”.  Mas isso não vai acontecer, porque eu não sou ridículo.
Mas, se tu és capaz de “perdoar”, porque não o faz, antes? Ou seja, porque não me deixa livre [como EU te deixo] e segue o baile com o que eu te oferecer?

Se eu fosse um homem “comum”, tudo seria muito fácil:
Eu namoraria com quem quisesse que eu assumisse esse título, teria trocentos casos paralelos e trocentas tentativas infrutíferas, secretamente, e continuaria com a namorada até que um dos dois resolvesse “trocar”. Aí partiria para a nova namorada e assim por diante. Como toda pessoa normal, faz.
Mas, “normal” é aquele que está seguindo a “norma”. E esta é a minha diferença. Eu não sigo a norma. Eu sigo a minha cabeça, as minhas emoções. E, acima de tudo isso, eu não quero ser hipócrita, nem ter que mentir.

Eu odeio mentira!!!. Eu vou namorar contigo sem usar esta nomenclatura. Vou agir como eu quiser para com as outras mulheres e não vou te falar sobre isto se tu não quiseres saber ou vou te contar em detalhes, se tu quiseres saber.
E eu não vou te perguntar o que tu faz quando não está comigo. E te ouvirei sempre que quiseres falar.
Só vou torcer para que, no caso de te envolveres com outro(s), que sejam momentos maravilhosos!
Que tu te divirtas, que tenha orgásmos, que seja feliz! E que, mesmo assim, prefiras voltar pra mim. Assim, eu não preciso te “perdoar” de nada {quem tem o direito de dar perdão?} e não preciso enxugar tuas lágrimas, tratar tuas tristezas, decepções e arrependimentos. . . . não quero uma mulher com angústias ao meu lado! Não estas angústias pequenas das relações ocorridas às escondidas.

Eu quero ao meu lado, gente que se AME! Que se ame tanto que saiba fazer suas escolhas!!! Que saiba lidar com as conseqüências de suas escolhas, mas que não me envolva em suas decisões paralelas. Não invente que saiu com fulano pq estava carente, não venha me dizer que “se arrepende”. . . isso é problema teu. Porque se eu me arrepender de algo assim, eu não vou encher teu ouvido com isso, “ainda por cima”!

Viva tua vida! Viva Feliz! Procure-me quando quiser ser FELIZ! Procure-me, também pra desabafar, se precisar! Mas não com “culpa”!!! Não me venha sentir-se culpada porque saiu com um incompetente. Não sou eu, nem tu, o culpado pela incompetência alheia!!!

Nem quero que tu passes o fim-de-semana comigo quando queria estar acampando com os amigos ou seja lá o que for que tu querias fazer! Se tu quer fazer outra coisa, de que me adianta ter-te ao meu lado? A recíproca é verdadeira. Não me encha o saco com chantagens emocionais quando eu quiser viajar ou ficar sozinho em casa, tomando chá.

Eu sempre tive inclinação pra viver assim. Claro, eu não fui adulto e amadurecido desde sempre. Então vivi uma oscilação de sensações e conceitos contraditórios ao longo da vida, ora manifestando-se de um jeito, ora de outro. Já fui ciumento, já fui grudendo, já sufoquei, já sofri todas estas coisas por parte de outras pessoas, já errei, já acertei, já fui feliz e muito triste. Hoje, sou adulto e posso dizer-me “maduro”.

Os “normais” acharão que ajo como um “adolescente”. Pois bem, maturidade é ter tranqüilidade sobre suas escolhas. Sejam elas quais forem e quando forem. Hoje, faço escolhas “assustadoras” para muitos, mas às faço consciente. Esta é a diferença entre a loucura [inconseqüente] do adolescente e a loucura consciente do adulto.

Se tiveres coragem de acompanhar-me, sinta-se à vontade. Se quiseres “prender-me”, faça por “merecer”, ou seja, APENAS mantenha-se interessante. Não faça exigências. Tenha AMOR PRÓPRIO. Ter amor próprio é isso: Ser como se é e acreditar que alguém vai gostar de ti, assim. Mesmo que este alguém sinta alguns constrangimentos, algumas angústias.

Meu AMOR PRÓPRIO é assim. Acredito que alguém possa gostar de mim, mesmo que eu não lhe seja o HOMEM PERFEITO. Não temo perder a pessoa para outro homem, porque não existem Homem/Mulher perfeitos. Meu amor próprio vai se ressentir se eu te encontrar com outro homem, se tu tiveres pouco tempo pra mim. . . . mas, se eu sentir que és SINCERA, VERDADEIRA, INTENSA, quando estiveres comigo, isso me basta.

Deixar-te-ei livre! E só exijo o mesmo, em troca. Esta é minha posição e foi com esta posição que vivi oito anos com minha ex-mulher. Foi assim que por oito anos, sentindo-me livre, não precisei buscar em outras pessoas, emoções diversas.

Se ela me cobrasse isso, talvez eu tivesse precisado.

P. S. Quando eu digo que vou agir como eu quiser com as outras mulheres, não significa que vou desrespeitar-te!!

Quando eu estiver contigo, não vou ficar olhando para as outras mulheres escancaradamente; Não vou pegar telefones e contatos de ninguém em tua presença (sou inteligente o suficiente para descobrir estas informações, depois, se eu precisar/quiser); Não vou ficar me esfregando em ninguém, ridiculamente;
É claro que não vou deixar de abraçar, beijar e tratar com carinho as pessoas que eu já conheço.

Digo isso, porque vejo vários casais que se prometem fidelidade mútua e diante de outras pessoas agem com completo desrespeito aos seus cônjuges. Ainda “disfarçam” que estão tomando contatos por motivos profissionais ou outros que suas criatividades criem.

O desrespeito é outra coisa que odeio. Aliás, se tiveres uma destas atitudes ridículas e de pouca criatividade, pode apostar que desaparecerei. Ou ficarei, mas tu estarás numa escala diferente de valores e não terás mais peso na balança.
A burrice me incomoda mais do que muitas outras coisas. Se tu não fores inteligente o suficiente para conseguir as informações depois, tu não me serve como cônjuge.
Sim, minhas exigências parecem estranhas para a maioria das pessoas.

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Adendos:

Das Garantias

Garantias não são necessárias. Aliás, são coisas estúpidas, já que quem dá a garantia é a mesma pessoa me que se espera confiar. Ora, a pessoa, cuja palavra dada em garantia tem valor, é a mesma pessoa que não vai “te trair”, pois tem honra.
A pessoa que vai “te trair” não pode ter uma palavra de valor para te dar. Logo, quem pede uma garantia é um imbecíl. Pois pede para quem não pode lhe dar ou para quem não precisaria fazê-lo!!!

Afora a contradição estúpida descrita acima, tu não podes JAMAiS, pedir garantias. Tu só podes DAR garantias. E esta garantia é, simplesmente, tua ação verdadeira e agradável para com quem tu amas.
Se quem tu ama, também te ama, esta pessoa vai dar valor à tua atitude, à tua dedicação e tentará RETRIBUIR.
Simples, assim.

Há pessoas que nunca amadurecem, de fato. Mas, vou falar de mim, agora. Eu sou um HOMEM AMADURECIDO.
Sendo assim, há duas implicações muito intrínsecas à esta situação dos relacionamentos e fidelidade:
1. Já não sofro de “curiosidade” por outros relacionamentos. Não vou macular minha relação vigente por conta de “aventuras” tolas;
2. Consigo perceber, CLARAMENTE, quando tenho interesse REAL em alguém e quando tenho interesses “menores”.

É muito provável que eu vá deixar de lado atrações secundárias porque sei o prazer e o valor das emoções vividas numa relação duradoura ou estável… REAL.
Mas, pode acontecer algo “extraordinário”, por exemplo, a Leandra Leal surgir na minha frente, louquinha por mim…. ou alguém com quem não fiquei e que representou algo muito forte, aparecer do mesmo jeito… em ambos os casos, a ação seria de “fazer o que não foi feito” e ´era isso´. Rola e passa, esquece. É uma “pendência” resolvida. E talvez, mesmo estas situações, sejam prescindidas. Já aconteceu de eu estar apaixonado e uma “paixão antiga” aparecer “finalmente” e eu deixar pra lá. Foda-se.
Só não posso deixar de manter esta ressalva viva, pois não posso me contra-dizer nem mentir. Nem sou dono da verdade…. não sei o que posso vivenciar, de repente.

Mas, sei que uma mulher jovem, talvez não consiga lidar com estes apelos, como eu… independente dela ter tido zilhões de outras relações ou não. A alma jovem é mais atribulada.

Da Mentira

É inadmissível. Ponto. Já escrevi sobre isso, antes, e já alardeei aos 7 ventos que tu não precisa mentir pra mim. Se não puderes ou não quiseres dizer a verdade, cale-se! O silêncio é digno. A verdade é digna. A mentira é inadmissível.

Se mentires que foi à padaria e não foste, talvez eu termine meu relacionamento contigo. Porque não vou conseguir entender por que fizeste algo tão idiota!
Mas, se não conseguires não mentir, sobre o fato de tu teres matado alguém, ou roubado um lápis ou sei-lá que loucura de repercussão gigantesca dentro de ti, tu tenhas feito… isso eu vou entender.

Traição

Que horror que tenho desta palavra!!!! HORROR! Traição deve estar fazendo sombra à mentira! Quem mente, me trai. Mesmo que seja uma mentira idiota, como já disse.
Mas, se minha cônjuge faz sexo com outra pessoa ou beija romântica ou sensualmente, outra pessoa, ela não está me traindo. Ela está sendo infiel, talvez, caso tenha tido a tola idéia de me dizer que não faria isso.
Mas, se ela estiver fazendo isso por um sentimento bom que teve pela outra pessoa (paixão, tesão, amor, sei-lá)…. ela não estará traindo ninguém. Estará dando vazão às suas necessidades… desejos, etc.
Este tipo de coisa não tem nada a ver com traição.

Se minha cônjuge (ou qualquer pessoa) age de uma forma que eu, realmente, não esperaria, dela, em contradição aos meus princípios de respeito, amizade, consideração…. bom, aí esta pessoa estará me traindo. E isso não tem perdão.
Pode ter um perdão, do tipo, ´tudo bem, não sinto nenuma angústia com isto´, mas com certeza não darei novas oportunidades a esta pessoa para ela provar confiança ou trair-me, novamente. Eu expurgo esta pessoa das minhas relações.

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Do arrazoamento

Por que impor proibições às pessoas e criar um “monstro”?
Se eu te proíbo de ficar com outras pessoas e tu concorda com isso, caso não consigas evitar isso, terás dois problemas: a confusão de ceder às tuas inclinações divergentes das tuas convicções e o conflito entre mentir/ocultar ou revealar/culpar-se.
Além disso, viverás em constante angústia do “não posso”….

Ora, seja LIVRE! Faça o que quiseres. Assuma o que fizeres. Esqueça o que fizeres.
Note, não estou te incentivando a sair dando pra todo mundo pq eu vou achar legal. Estou te dizendo pra não esquentar a cabeça com isso.
Se tu acha que é legal ficar só comigo, faça isso. Se um “acidente de percurso” ocorrer, não se desespere. É a vida.
Se eu gosto de ti, eu gosto de ti. Fim.
Se vivêssemos no século XIX e tu fosse virgem ao ficar comigo, talvez isso fizesse diferença. Pra mim não faz. O que faz diferença é a qualidade das tuas ações para comigo e a qualidade delas, versus a qualidade das tuas ações para com outr@s.
Se eu me sentir prescindido, não vou gostar. E talvez eu te deixe.
Eu te quero INTEIRA e COMPLETAMENTE, quando estiver comigo. SÓ isso.

 

 

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