Da superficialidade (ou não) das relações

Parece-me que as pessoas fazem muita confusão, também, nas relações repentinas!

Lendo uma reportagem que cita os filósofos Simon May  e Richard David Precht, bem como a psicanalista Regina Navarro Lins, tratando do que chamaram de “supervalorização do amor romântico”, vejo que a coisa é bem complexa.
Gostei, particularmente, desta frase do primeiro: “Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom.”

Eis alguns aspectos com que estou trabalhando [pensando] sobre o que me parece que as pessoas pensam:

Relações pré-taxadas de ocasionais ou efêmeras não merecem “profundidade”;
Intensidade “demais” numa relação só é aceita se se supõe que o `intenso` está apaixonado [e isso pode ser tido como ruim no caso do outro não estar afim de “algo sério”];
Não se pode dar a impressão de “valorizar” uma pessoa com quem não se pretende conviver [ou que não pretende conviver contigo];
“Respeito” é uma coisa que só se pode ter com o cônjuge “oficial”;

Depois tem aqueles aspectos mais doentios, tipo julgar que certas práticas sexuais são desrespeitosas ou degradantes de forma que só se pode praticá-las com quem não é teu cônjuge “oficial”.
Ora, deus meu!!! Se as pessoas gostam de fazer algo, por que deveriam fazê-lo, justamente, com quem elas não sentem grande coisa? Por que deveriam privar seu amores de prazeres específicos por questões “morais”?
Ou, ainda, se julgam tais práticas inadequadas, por às têm com algumas pessoas??   tsc, tsc, tsc…..

Enquanto não tenho uma conclusão mais desenvolvida, vou analisar as coisas pelo meu próprio prisma.

Eu sou um cara livre. Há 19 anos mudei minha forma de viver (isso vai desde a suspensão da ingestão de álcool, passando pela alimentação e meu modo de relacionar-me com as pessoas) e, neste assunto de relações afetivas/sexuais, recuso-me a fazer qualquer coisa que eu não esteja afim de fazer. Ou seja, se a Sharon Stone vier se chegando e eu não estiver afim naquele dia, não vai rolar. Simples assim. Também aceito “nãos”, tranqüilamente {não que eu não refaça propostas no decorrer da história, mas sei que um “não” (agora) significa “não”}.

Ao mesmo tempo se alguém me parece interessante, observo todos os detalhes possíveis desta pessoa. E me excito com suas mãos, seus cabelos, uma linha do pescoço… seu jeito de pronunciar palavras, etc. etc…. AMO-A, instantaneamente!!! Mesmo que eu esqueça disso, amanhã. Não posso saber do amanhã. Nem sei o que a pessoa quer, agora, ou vai querer amanhã.
Mas agora, neste instante, vou expandir todas as sensações ao extremo!!
E é por isto que em determinados momentos pode ser que a Sharon não vai levar… Tu tens que estar muito de boa e/ou muito afim pra conceber este momento com tal intensidade com uma pessoa específica.

Há pessoas que, de antemão, tu sente que não vai além das “relações efêmeras”… mas isto não lhe tira o valor como pessoa. E eu vou tratar esta pessoa com a mesma intensidade com que trataria alguém que julgo que poderia “ir adiante”.
É. Isto tem confundido algumas mulheres ao longo da história – por causa dos aspectos que listei ali, acima.

Há outras pessoas que, ao contrário, parecem-te interessantes para “seguir adiante”. Lá vou eu de novo com a mesma intensidade, mas talvez um pouco mais devagar ou menos direto…  não é uma atitude racional, minha. Acontece assim, geralmente. Mas minha base é sempre a mesma: As coisas só vão além se AMBOS quiserem. E este querer pode surgir depois de uma “relação repentina” ou supostamente “efêmera”… ou após várias relações repentinas.

Descompliquei esta coisa aí, das relações. Eu dou o que eu sinto! Faça o que quiser com isto! Dê-me apenas o que sentires vontade de dar-me! Se sentir vontade de doar até a alma, faça-o! Mesmo que no dia seguinte queira ir-se. Vou aceitar.
Vou aceitar que te vás, também. Porque pra mim não há diferença entre uma relação repentina e uma relação “duradoura”.
A segunda é só uma conseqüênca de diversas relações repentinas com a mesma pessoa.

E, como digo nos outros textos aí ao lado, sempre aceito a liberdade que as pessoas têm de “ir-se”! Afinal, eu também não ficarei se não sentir mais que quero.
C’est la vie!

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Uma resposta to “Da superficialidade (ou não) das relações”

  1. Says:

    Simples assim! Tão ruim que a maioria das pessoas ainda confunda intensidade com promessas. Ou pior, controlem sua própria intensidade com medo de cobranças. Sensações instintivas e viscerais são incomparáveis. Racionalidade e sentimentos não deveriam andar juntos…

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