X x XX

25 março 2013

Algumas vezes umas “meias-idéias” assaltam-me a mente…. é uma espécie de esboço de idéia.
Daí eu fico pensando sobre aquilo e tentando achar sentido para o pensamento relâmpago que tive.. Ah! Então chama-se ‘lampejo de idéia’ !

Meu lampejo, desta vez, foi sobre esta violência descabida contra as mulheres, por parte dos homens.
Estava aturdido sobre o porquê destes ‘auto-entitulados’ “homens” (coisa que não são nem por sonho ou delírio) agredirem as mulheres como se às odiassem de todo o coração, a despeito da característica natural e óbvia do ser XY inclinar-se para o ser XX e vice-versa, para a perpetuação da espécie [que é o propósito único dos seres biológicos, antes de se passar para os estágios mais complexos que envolvem razão e decisão].

Sempre que vejo um suposto homem menosprezando uma mulher penso que ele tem inveja dela, por ela ser uma Mulher enquanto que ele não passa de um…. ‘homem’. Penso que toda esta revolta só pode ser proveniente de uma sensação de inferioridade.
Porque, veja, tu não vês os homens humilhando os ratos, as moscas, as rãs…. ou qualquer ser que, pelo senso popular, seja tido como ‘inferior’ à raça humana.
As pessoas só atacam o que lhes ameaça. O que lhes está obstruindo algum ganho.
Se tu quiser discutir que tribos fortes atacam tribos fracas, vais observar que fazem isso pra tomar um espaço físico ou algum “bem” que estes ‘fracos’ tenham. Não é por sadismo puro [ainda que existam sádicos, como também há os cruéis que maltratam os ratos, as moscas, as rãs….].

Pois bem…. partindo do ódio masculino às mulheres… fiquei pensando onde estaria este ódio? A orígem deste ódio. O lampejo foi em relação a esta inveja contra as mulheres e, instantaneamente, me veio o cromossoma X à mente.
Um lampejo não é uma coisa linear. Por isto este texto é chato de escrever…. já que tenho que escrevê-lo “linearmente”… seguirei o raciocínio, assim.

Claro, o simples fato de ser Homem talvez não seja suficiente para invejar as mulheres. Ou talvez seja. Vai depender da tua capacidade de percepção e racionalização para que esta inveja deixe de ser inveja e restrinja-se à admiração – pq, afinal, inveja tem algo de admiração, não será?

Buscando um pensamento antigo, meu…. lá dos tempos da adolescência… aulas de biologia do segundo grau, concluí que, se as mulheres são XX e os homens são XY, então os homens são mulheres defeituosas. Para colaborar com esta versão, vêm em meu auxílio as mitocôndrias. Se somente mulheres transmitem mitocôndrias para seus filhos, toda a humanidade trás mitocôndrias de uma matriz feminina primordial. Logo, o feminino precede o masculino.

Além disso, se analisarmos as estruturas genitais dos humanos, observamos que o pênis é, apenas, um clitóris desenvolvido.  Eu tive oportuindade de ver um video que um colega assistia no seu PC, em que aparecia uma genitália “fora do padrão”…. de tal sorte que se percebia PERFEITAMENTE que o que forma os lábios maiores na mulher, vão formar o revestimento do pênis no homem e a parte mais inferior vai fechar-se formando a bolsa escrotal.
Infelizmente, não tenho o video para publicar.  Mas ok, podemos ignorar este adendo.

Fiquei então imaginando que no cerne da biologia masculina há uma inconformação por termos apenas um X… perdemos nossa perfeição! Mas as mulheres, por obra do acaso, permanecem perfeitas.

Em mim, esta condição traduz-se em admiração eterna! Reverencio eternamente a perfeição feminina!
Mas isto se dá pq em tudo eu sou assim. Admiro o que é admirável, desejo alegrias, porém não desejo TODA  a alegria do mundo… não quero ser “rico”, não quero ser dono do mundo, nem de muitas coisas, nem quero ser dono das pessoas…..

Bom, os outros sujeitos que têm esta componente da “ganância”, quando se trata de X, então eles ficam revoltados com quem tem dois X que eles não têm e NUNCA terão!

Acho que, entendi, finalmente que um machista, nada mais é do que um sujeito que não se conforma por não ser mulher!!!

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Da precariedade das relações

10 março 2013

Pressa. Objetividade. Repetição. Regra. Dever. Obrigação. Cobrança. Mecanicidade/maquinal. Eu. Ganhar. Comparação. Compensação. Prazo/tempo/hora. Custo/investimento/contra-partida. Expectativa. Roteiro. Procedimento. Ostentação. Discurso. Ações dentro do esperado. Condições (se).

versus

Gentileza. Carinho. Respeito*. Atenção. Cuidado. Entrega. Zelo. Êxtase. Superpercepção. Toque da pele. Carícia. Curvas, linhas, covinhas, saliências, protuberâncias, fios de cabelo, pelos, texturas…. Cheiros. Sons. Sabores. Dedicação. Troca. Gratuidade. Mãos que se encontram, entrelaçam, escorregam… soltam-se e procuram-se. Pescoço. Cintura. Costas. Ombros. Pés. Corpo… suór, saliva, sumos, mucosas. Abraço. Temperatura. Pele na pele. Intensidade. Desprendimento. Liberdade. Desejo.
.
..

….
….. prazer em rever-se!

* Respeito é saber fluir por onde o outro permite. É descobrir o desejo, descobrir os pontos…. e explorar estes pontos…. mesmo que se tenham outros pontos em mente, procurar satisfazer o outro [sem autosacrificar-se] em suas necessidades, seus anseios, seus sonhos, seus desejos….. para depois buscar seus próprios desejos….

———————–
Um “continho”, então.

-Há! Finalmente vou estrear meu tubinho!
Leandra passou a mão na ultra-mini-bolsinha, conferiu: celular, camisinha, gel, cartão de crédito, dinheiro, identidade, batom, espelho – Putz! Não cabe mais nada! Era isso…
Pegou uma Smirnoff-Ice, desceu, entrou no carro da Aline e se foram.
Na balada, Sandro chegou. Chegou mesmo, chegou bem. Levou.
Escolhido o motel, entraram.
Ele no banheiro, ela tirou o tubinho e deitou sob o lençol.
Sandro saiu do banheiro sem camisa… vendo o vestido sobre a cadeira, tirou o resto da roupa e deitou.
Beijos… abraços… mão aqui, mão ali…. ela tirou a calcinha pra facilitar. Os dedos entraram com um pouquinho de resistência mecânica, mas logo a lubrificação resolveu o problema….
Beija pescoço, chupa peito, pausa pra colocar a camisinha…. pluft! Nheco-nheco… vira daqui, vira dali…. Acabou o homem…. Ela vai no banheiro….
Mais uma cerveja… um pouco de papo… mais beijos… nova camisinha…. levou mais tempo, agora.
Olhando no espelho, Leandra vê seu rosto sorridente, cabelos desgrenhados, dedos entre eles… um peito masculino por trás… a cara de Sandro vitorioso…. ajuda-se um pouquinho com a mão… Ahhhhhh!!!
Ele também goza.
Deitam. Conversam…. Olham o relógio do celular (não há SMS?)…
Banho. Um de cada vez. Vestem-se.
Cada um paga a metade da conta.
-A cerveja é por minha conta, diz Sandro.
Ele a deixa em casa e se vai.

…..

Enquanto isso, Aline não bebeu. Estava dirigindo.
Carlos chegou quando ela estava “segurando a vela”…. ofereceu uma long-neck. Ela explicou q não estava bebendo. Conversaram…. ele parecia encantado! Riram, brincaram…. ficaram.
– Quatro e quinze e essa balada já ta vazia, Aline… é sempre assim, aqui?
– Não sei… vou pagar meu refri…
Foram pro postinho, cada um no seu carro. Xis, refri… risadas….
Carlos entra no carro de Aline, mais palhaçada… beijos… carícias… mais beijos, mais carícias… olho no olho…. Aline “louca”, mas um tanto indecisa….bem pouquinho….
– Vou ver a localização das blitz… bebi umas cervejas…. Báh! Tem uma Blitz na João Pessoa…. putz!
– Eu te levo! Diz Aline. Foram….
Entraram no motel…. liga o ar, bota um som…. ela vai pro banheiro, mas ele a puxa antes dela abrir a porta…. deitam, rolam, beijam… acarinham-se….
-Tá! Preciso ir ao banheiro!!
Ele tira os sapatos… ela volta e ele está sorrindo sobre a cama observando-a….
Mais abraços, beijos… rola daqui, mãos deslisam sob as roupas, sutiãs se soltam… peças de roupa vão saindo… cócegas! Risadas… começa tudo de novo….
Carlos beija a barriga de Aline…. e vai descendo… descendo…. a língua começa um passeio lânguido buscando cada textura…. enquanto isso, ele coloca a camisinha sem ela ver….
Carícias…. ele vai subindo… seios, pescoço… começa – ela se assusta: – Sem camisinha, não!
-Mas eu to de camisinha!
Ela olha, toca… -Como?! Sorrindo….
Beijos, abraços, carícias…. o encaixe é lento, sem nenhum atrito…..
A criatividade se liberta!
Horas mais tarde, dormem…..
Pela manhã, ele a acorda beijando as costas, acariciando seus braços…..
Tudo recomeça…..
Depois do café, Aline leva-o ao postinho. Carlos pega seu carro e ambos ainda dirigem um trecho lado a lado, até que ele liga o pisca da esquerda… dois sorrisos se afastam….

*****
Ambas histórias são sobre pessoas que se conhecem repentinamente, ficam, vão pra um motel, transam e vão embora.
Em ambas, pelo menos um dos dois bebeu. Em ambas se tratavam de mulheres “resolvidas” e rapazes seguros.
Em ambas ninguém está cobrando nada para amanhã.
Uma diferença é quanto à capacidade de se viver o presente e deixar fluir, em oposição à preocupação com “o que deve ser feito” e com o dia de amanhã.

Há outras diferenças de “superficialidade”, etc, mas deixo-as para interpretação de cada um. ;D

Da superficialidade (ou não) das relações

23 fevereiro 2013

Parece-me que as pessoas fazem muita confusão, também, nas relações repentinas!

Lendo uma reportagem que cita os filósofos Simon May  e Richard David Precht, bem como a psicanalista Regina Navarro Lins, tratando do que chamaram de “supervalorização do amor romântico”, vejo que a coisa é bem complexa.
Gostei, particularmente, desta frase do primeiro: “Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom.”

Eis alguns aspectos com que estou trabalhando [pensando] sobre o que me parece que as pessoas pensam:

Relações pré-taxadas de ocasionais ou efêmeras não merecem “profundidade”;
Intensidade “demais” numa relação só é aceita se se supõe que o `intenso` está apaixonado [e isso pode ser tido como ruim no caso do outro não estar afim de “algo sério”];
Não se pode dar a impressão de “valorizar” uma pessoa com quem não se pretende conviver [ou que não pretende conviver contigo];
“Respeito” é uma coisa que só se pode ter com o cônjuge “oficial”;

Depois tem aqueles aspectos mais doentios, tipo julgar que certas práticas sexuais são desrespeitosas ou degradantes de forma que só se pode praticá-las com quem não é teu cônjuge “oficial”.
Ora, deus meu!!! Se as pessoas gostam de fazer algo, por que deveriam fazê-lo, justamente, com quem elas não sentem grande coisa? Por que deveriam privar seu amores de prazeres específicos por questões “morais”?
Ou, ainda, se julgam tais práticas inadequadas, por às têm com algumas pessoas??   tsc, tsc, tsc…..

Enquanto não tenho uma conclusão mais desenvolvida, vou analisar as coisas pelo meu próprio prisma.

Eu sou um cara livre. Há 19 anos mudei minha forma de viver (isso vai desde a suspensão da ingestão de álcool, passando pela alimentação e meu modo de relacionar-me com as pessoas) e, neste assunto de relações afetivas/sexuais, recuso-me a fazer qualquer coisa que eu não esteja afim de fazer. Ou seja, se a Sharon Stone vier se chegando e eu não estiver afim naquele dia, não vai rolar. Simples assim. Também aceito “nãos”, tranqüilamente {não que eu não refaça propostas no decorrer da história, mas sei que um “não” (agora) significa “não”}.

Ao mesmo tempo se alguém me parece interessante, observo todos os detalhes possíveis desta pessoa. E me excito com suas mãos, seus cabelos, uma linha do pescoço… seu jeito de pronunciar palavras, etc. etc…. AMO-A, instantaneamente!!! Mesmo que eu esqueça disso, amanhã. Não posso saber do amanhã. Nem sei o que a pessoa quer, agora, ou vai querer amanhã.
Mas agora, neste instante, vou expandir todas as sensações ao extremo!!
E é por isto que em determinados momentos pode ser que a Sharon não vai levar… Tu tens que estar muito de boa e/ou muito afim pra conceber este momento com tal intensidade com uma pessoa específica.

Há pessoas que, de antemão, tu sente que não vai além das “relações efêmeras”… mas isto não lhe tira o valor como pessoa. E eu vou tratar esta pessoa com a mesma intensidade com que trataria alguém que julgo que poderia “ir adiante”.
É. Isto tem confundido algumas mulheres ao longo da história – por causa dos aspectos que listei ali, acima.

Há outras pessoas que, ao contrário, parecem-te interessantes para “seguir adiante”. Lá vou eu de novo com a mesma intensidade, mas talvez um pouco mais devagar ou menos direto…  não é uma atitude racional, minha. Acontece assim, geralmente. Mas minha base é sempre a mesma: As coisas só vão além se AMBOS quiserem. E este querer pode surgir depois de uma “relação repentina” ou supostamente “efêmera”… ou após várias relações repentinas.

Descompliquei esta coisa aí, das relações. Eu dou o que eu sinto! Faça o que quiser com isto! Dê-me apenas o que sentires vontade de dar-me! Se sentir vontade de doar até a alma, faça-o! Mesmo que no dia seguinte queira ir-se. Vou aceitar.
Vou aceitar que te vás, também. Porque pra mim não há diferença entre uma relação repentina e uma relação “duradoura”.
A segunda é só uma conseqüênca de diversas relações repentinas com a mesma pessoa.

E, como digo nos outros textos aí ao lado, sempre aceito a liberdade que as pessoas têm de “ir-se”! Afinal, eu também não ficarei se não sentir mais que quero.
C’est la vie!

Reciclar

22 fevereiro 2013

De tempos em tempos minha mente se renova!

Interessante é que isso se dá experimentando vivências/essências de vida de minha adolescência.
Geralmente, através de músicas.

Sinto algo e então busco uma música do passado… ou ela vem.

Sozinho em minha casa, em “silêncio” (exceto pela música em questão), reprocesso sensações e lembro de minhas posições à época.
Enlevo-me. Liberto-me. Fortaleço-me.

E (re)descubro que minha essência me agrada! Amo-me naquela ‘inocência’ juvenil. Uma inocência que não tem nada a ver com o que vocês associam a esta palavra. Inocência de não ter objetivos. Não de não ter objetivos na vida, mas de não ter intenções. Inocência de deixar fluir meu ser livremente e harmonizar com os seres que, por ventura, estivessem na mesma sintonia. Atemporalmente!

Lembro-me de um tempo em que eu era EU e o mundo estava, meramente, em torno de mim…. não, eu não me sentia o centro, não confundam as coisas. Eu estava TAMBÉM ali… eu e o mundo. O mundo significa todo o resto… ou seja, eu estava ali. Meu vizinho estava ali. O céu estava ali. A menina estava ali. Tudo e todos estavam ali. Nenhum era diferente ou mais ou menos ou igual que /aos demais. Infinitas realidades únicas, entrelaçadas, interligadas…. escorrendo [cada uma] por entre as demais… como plantas diversas que crescem enroscando-se numa cerca e nas demais, respeitando-se mutuamente, contudo.

Um existir puro [no sentido de exclusivamente inerente a mim, por favor não misturem isto com “moral”! Eu detesto o que chamam de “moralidade”, por aí….]. Quando ainda não precisava preocupar-me com o pensamento alheio. Quando ainda era EU mesmo “doesse a quem doesse, alegrasse a quem alegrasse”.
Atualmente (há já alguns anos) tenho me deixado ser EU mesmo, com muita força e cada vez mais.
Porém, tenho mais conhecimento sobre os equívocos de entendimento alheio. E por ter visto tantas histórias entortarem por mal-entendidos, tento esclarecer os mal-entendidos. É um erro, eu sei.

Mas, a vida é curta. Não, ela não é curta. Ela tem um “tamanho” lindo! Só que as pessoas desperdiçam esse tempo com imposições, dúvidas, confrontos, agressividade…. cada dia mais forte isso! Cada vez mais, as pessoas partem da intolerância e da agressão. É neste momento que vou buscar uma música!

Se não posso fazer muito pelos demais, farei por mim!

Virtual…

21 fevereiro 2013

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

Tenho estado conectado quase que o dia inteiro… e isso tem me permitido acompanhar a moda internética… e-mails, orkut, messengers, blog, flogs…
Mundo louco, divertido, inusitado, imagético…. paradoxal. A moda é ser virtual… tu encontra uma pessoa na rua e ela pergunta: “-Tu tá no orkut?” Resposta: – Não, estou aqui, diante de ti! Uma pessoa aparece do nada no teu msn: “- O que você faz? … Deixa eu ver teu perfil?”
O mundo está se mudando pra dentro dos discos rígidos dos servidores ao redor do mundo!?!?! Não importa o que eu digo, na hora, na lata. Importa o que eu deixei como estandarte do meu ser… por mais falso que seja o estandarte, ele tem prioridade sobre minhas palavras.
As pessoas criam perfis virtuais e querem conhecer muita gente… aí tu te apresenta para alguém e a pessoa morre de desconfiança. Elas querem conhecer, mas não ter contato!!!!!!!!!!! Aí, tu te depara com o inverso… tu conhece uma pessoa e ela te trata bem, conversa, quer conhecer…. e tu descobre que ela quer namorar, ou transar ou algo do gênero. Não existe meio-termo, não existe espaço para o relacionamento orgânico… ou tu transa ou “sai da minha lista”! Ou transa ou é “bloqueado”, “preso”, et-cetera…
O outro aspécto gritante: No orkut há diversas comunidades assim: “Eu odeio agaraçrahah!” ou “Eu amo ahhagahah!” ou “Eu amo o MEU akljrçaghgha!”. As relações já são virtuais e ainda porcima são extremadas!
Estamos numa era do ODEIE ou AME…. e de preferência que o faça à  distância.
(…)
Um dia, li num livro de astrologia que o mundo estaria na Era de Aquário, por esta época e que isso faria com que a comunicação se tornasse vertiginosa, que toda informação circularia indiscriminadamente ao redor do globo em alta velocidade… Noutro livro, também de astrologia, falavam justamente isso… que nessa época tudo estava sendo tratado em frias telas de computadores [apesar das telas serem quentes, normalmente], na verdade a autora referia-se a dados estatísticos sobre fome e miséria… que as pessoas estavam tentando reduzir os números da dor e não a dor em si… – foi o q entendi. De qualquer forma, a visão astrológica já nos apontava pra esse mundo virtual… globalizadamente individualista. Mas, veja bem: Eu sou Aquariano e estou chocado com tudo isso!!!!!! Apesar de entender os processos e as tendências, apesar de ser um pouco assim, ultra-relacionado mantendo meu ultra-individualismo, choca-me a velocidade e a dimensão que estas características estão se propagando e arraigando….
Será que um black-out geral e prolongado não seria benéfico?????

Ciúme

20 fevereiro 2013

Ô palavrinha demoníaca.

Discutindo com o Rolf sobre isso, sustentei que não sinto essa coisa aí.
Digo que há outros dois sentimentos que se disfarçam disso, a saber: Inveja e insegurança.
Isso porque ou sentimos uma angústia tal quando quem nos interessa dispensa mais atenção a outrém do que a nós [então sentimos inveja] ou porque angustía-nos quando a pessoa que com quem nos relacionamos possa estar dedicando mais atenção a outrém, do que a nós [então sentimos insegurança].
Sim, eu já fui inseguro e um “merda” em ocasiões doentias [beeem doentias] do passado… odeio lembrar disso. Mas, cresci e passei desta fase.
Há cerca de treze ou quatorze anos eu me curei dessa doença maldita da insegurança [graças a uma MULHER MARAVILHOSA com quem namorei e que elevou meu grau de auto-estima a níveis extratosféricos – tipo assim: se ESTA mulher me AMA, eu também posso ser “O MÁXIMO”!!!!] – até hoje não sei por que não me casei com ela!!
Restou a situação em que posso sofrer de “inveja”. Esta situação ocorre quando eu estou interessado em alguém e a pessoa ainda não “ficou” comigo.

Até que eu consiga “ficar” com a pessoa [ficar no sentido amplo e profundo da palavra] então estou em desvantagem…. pode acontecer de eu não conseguir ficar com a pessoa por ela acabar se envolvendo com outra pessoa. Neste ponto sinto “ciúme” de outros que possam estar à sua volta e tal.
Mas, tão logo eu consiga “ficar” com a pessoa eu atinjo meu estado de segurança.
Não… não é uma pretensão [embora haja uma boa carga disso] é apenas pelo fato de que, a partir deste momento, a pessoa pode ESCOLHER.
Sabedora, ela, de qual grau de satisfação atingimos um com o outro, supondo que eu ainda esteja acreditando nesta relação (porque algumas vezes, a gente muda de idéia depois de algum tempo juntos, depois de certas descobertas, sensações….), poderá escolher entre expandirmos ou deixar pra la.

Mas veja, chegado este momento, resta-me apenas regozijar-me com a continuidade ou lamentar seu fim.

O tal do ciúme de que  falam é um doença nojenta, podre, mesquinha que está associada à síndrome de inferioridade…. pq pra mim a coisa mais humilhante e sem sentido é tu “pedir” pra alguém “ficar” ou “voltar” [Wough… me retorço de nojo de pensar nisso…. sinto náuseas… sério! Senti MESMO uma sensação ruim no estômago, enquanto escrevia].

Tu vais pedir pra pessoa não te deixar “por favor”!? A pessoa vai te fazer UM FAVOR????
Tu te contenta com “favores”? A pessoa não precisa te amar, não precisa gostar de ti, não precisa sentir nada de bom por/contigo? Ela pode ficar “por pena” de ti?

Tu não quer que ela fique com outra pessoa porque senão ela vai “te magoar”?
Não é porque ela tem vontade de ficar com outro?
Se a criatura tem uma inclinação, ela TEM uma inclinação, meu caro. Tu não tem nada a ver com isso!
Tu impedí-la de fazer algo a contra-gosto dela só pq “tu não quer” é uma doença!

Que diferença faz se ela tem contato físico ou não com outra pessoa?
Quando “pensou”, ou seja, quando “sentiu”, já foi, meu caro. O resto é só consequência… consumado ou não, a sensação já surgiu. Tu não pode fazer nada (e nunca pode!!!) quanto a isto. A única coisa que tu pode fazer é manter-se interessante! E torcer para que teu grau de interessantismo seja maior do que o dos outros.

Eu prefiro que a pessoa vá la e gaste o seu desejo, se o tem, e depois esqueça a outra pessoa. Do que fique comigo pensando em outra.
Aí meu amigo Rolf me indaga: “-E se ela resolve ficar com a outra pessoa?”
Bom, aí ela fica. Resta-me o “lamento”.

As pessoas são livres. Eu só quero ao meu lado [e eu digo isto há mais de vinte anos] alguém que QUEIRA ESTAR AO MEU LADO. Do contrário, vás!
Não quero favores, não quero gente com pena de mim. Não quero gente fraca.

Quero gente que me ame. Que se encha de tesão por mim. Que me deseje…. que deseje estar ao meu lado divertindo-se comigo. Não importa se vamos fazer sexo ou não vamos, se vamos viajar, pintar paredes, andar de bicicleta, tomar chá juntos, conversarmos, exasperarmo-nos com a humanidade ou rirmos muuuuuuuuito…. Seja la o que for que resolvamos fazer juntos, que seja UNICAMENTE porque resolvemos isso. Desejamos isso. Escolhemos isso.

Claro que eu prefiro que tu só tenhas olhos pra mim. Claro! Mas enquanto não for possível pra ti assim, seja como for. Só não me deixe em segundo plano.
Isso eu não admito. Eu tenho que ser a prioridade. Porque é assim que eu trato minha cônjuge. Se, por ventura, eu tiver outras atrações, elas serão secundárias.
Confesso que no meu atual estágio de desenvolvimento e já tendo experienciado uma relação monogâmica por oito anos [unicamente porque não quis ter relações paralelas] sinto que o mais natural seria eu dedicar-me mais exclusivamente a alguém… não tenho mais necessidade de ‘fazer número’, nem curiosidades puerís…. algumas dezenas de relações por algumas dezenas de anos já me foram suficientes em termos de curiosidade. Sim o terreno das relações é infinito, mas não dá pra abraçar o mundo. Não tenho tempo, dinheiro e nem vontade disso tudo….. SE eu tenho uma relação com algúem que me satisfaça. E satisfazer-me é fácil! Basta não me impor nada e demonstrar que gosta de mim estando comigo de vez enquando…. mas estando de corpo e alma! O que tu fazes quando não está comigo é problema teu. E vice-versa.

É.. eu, facilmente, me apego a uma mulher segura e feliz. Seja tipo assim…. escorpianina, entende? Envolva-me, inunde-me, transborda-me… me encha de beijos, carinhos, sexo, convites e não me faça cobranças. Depois saia porta afora e não me diga onde vai. Só quero pensar no momento em que voltarás!!!

Eu sei que cedo ou tarde tod@s @s outr@s perderão a graça! Ou, eu perderei a graça. C’est la vie. Não sou dono das pessoas. Nem quero que alguém se ache dona de mim. Quero alguém que sinta que me atrai, que me encanta, que “me possui” porque EU quero estar assim possuído. E não tenha dúvida! Tu vais perceber se tu és essa pessoa ou não. Só te peço que entenda!

Mas assim… veja bem: Quando eu me interesso por alguém, eu faço isso… eu inundo a pessoa! Na maioria das vezes a pessoa não entende isso e foge! De fato, ela não estava preparada pra isso ou não estava afim disso… de fato, não era pra ser. Mas, se a pessoa “fecha” com isso, então ela vai receber isso e vai curtir isso! Foi assim que tive namoradas e esposa. Quando um dos dois enche o saco, termina. Só isso. Eu não vou ficar me “refreando” pra não te assustar. Basta não me tomares por outros. Os outros sufocam as pessoas pq não lhes dão liberdade. Eu te sufoco, mas só quando estás comigo. Assim, podes respirar por aí.
Sim, eu sufoquei as mulheres que fugiram…. foi um pouco sem querer, mas foi um pouco por querer… se tu agüenta é pq eu sou muito interessante pra ti…. senão agüenta, bem…. não perca tempo comigo, nem consuma o meu tempo!

Eu só vivo o presente! E eu vislumbro o futuro, meramente.

Aborto

4 fevereiro 2013

Muito bem. Vamos à polêmica das polêmicas!
Há anos venho pensando e discutindo este assunto e não consigo formulá-lo…. agora, mesmo, como todos os textos que escrevo, não sei o que será escrito. Quando o resultado não é o esperado, eu não publico. Vamos ver se publicarei este!

Aborto.

A palavra me agride. Chamo isto de assassinato, simplesmente. Não importa se sou a favor ou contra. É um assassinato e pronto. Disso ninguém me convence do contrário. Mas, vamos à discussão sobre sua aplicação.
1) Primeira discussão:
Por lei, ele é permitido nos casos de violência, má-formação fetal ou risco de vida para a mãe.
Até aí, tudo bem. O problema está na morosidade da justiça.
Em cada um destes casos é necessário obter documentos comprobatórios do problema e levá-los à aprovação da “justiça” para executar o procedimento. Isso faz com que alguns casos demorem tanto que ao conseguir-se a liberação já não é possível executar o tal procedimento por oferecer risco à mãe. Outro problema é a pessoa ter que suportar uma gestação problemática por longo tempo, causando todo tipo de constrangimentos e problemas psicológicos decorrentes disso tudo.
–Sugestão para resolver este caso:
Permitir aos médicos executarem o procedimento sob declaração de próprio punho da gestante, isentando-o de culpa pelo “crime” e fazendo correr, somente, contra a gestante quaisquer acusações que, por ventura, sejam feitas. Permitindo a ela que se defenda como acontece como em qualquer outra situação “criminal”.
2) Segunda discussão:
Outros motivos para o assassínio.
Báh! Essa vai longe… Em princípio, parece-me estranho que alguém reivindique autonomia sobre seu próprio corpo, alegando ser capaz disso, mas esta mesma pessoa não ser capaz de evitar a gravidez.
Sim, estou falando “da boca pra fora”, de certa forma,  pq na adolescência, mesmo já tendo um filho, eu cometi vários deslizes que, por sorte, não resultaram em gravidez. O que aconteceria se tivesse resultado em gravidez? Com certeza, o mesmo que aconteceu com o primeiro filho… eu abraçaria a causa, pq esta é minha posição diante das coisas. Faz, assume. Mas, houve períodos de incerteza….
Bom e quanto às outras pessoas? As mulheres que “deslizam” e não há um HOMEM de verdade pra segurar a bronca? E esta e a aquela situação? Ok, ok, são nuances demais! Vamos enumerar algumas:
2.1) Deslize quando o “homem” não segura a onda;
2.2) Deslize quando o Homem segura a onda, mas a mulher não quer;
2.3) Gravidez porque o “homem” não quis usar o preservativo;
2.4) Preservativo falhou;
2.5) Preservativo não foi usado corretamente (não sabem o que aconteceu);
2.6) Gravidez decorrente de sexo realizado sob efeito de substâncias que alteram a consciência;
2.7) Loucura ou assemelhados (a pessoa alega que não sabe como está grávida ou não sabe quem é o pai e não tem como descobrir pq não sabe a quem solicitar exame de DNA!);
2.8) A pessoa não pensava sobre isso… achava que se ficasse grávida, seguraria a onda, daí descobre que não.
2.9) O pai da criança morreu e a mãe não quer levar adiante, ou pq “não tem condições” ou pq isso foi um alívio.
Será que existem outras situações?
Pois então… aconteceu algo que eu supunha que aconteceria…. acho que mudei meu posicionamento.
Na verdade, outro dia, conversando com a Ciça, eu acho, eu recebi uma luz… em parte quando ela falou que a liberalização do assassínio em questão viria com todo um trabalho de acompanhamento da “mãe” e de educação popular…. é, eu sei que isso é utópico. Educação popular… se fosse possível fazer isso, seria possível ensinar as pessoas a prevenção… bom, mas tem os sub-casos que elenquei acima…. =/

Pois é… acho que a merda ta grande demais. Acho que o jeito é liberar, mesmo. Ninguém em sã consciência vai procurar um médico pra passar por tal procedimento. Hoje, talvez uma desavisada procure um “médico”, uma “clínica” que só quer grana e seja encorajada a fazer isso apenas pq estes querem sua grana. Num cenário em que seja consultado um Médico, este partiria do princípio ético de zelar pela vida e exporia com clareza tudo o que envolve tal decisão. Seria necessário um acompanhamento psicológico pré-procedimento.

Sabemos que médicos inescrupulosos vão executar zilhões de abortos pra receber sua verba do SUS… mais fácil do que ter que manter uma clínica clandestina…. mas, pelo menos, registrando no SUS, o risco de morte da “mãe” diminui.

Vinte e três anos depois, eu mudo de opinião sobre o assunto, de um modo geral.
Claro que minha posição diante do aborto quando EU estou envolvido, continua sendo CONTRA.
Aliás, esqueci de discorrer sobre este detalhe, no texto, acima. Terei que escrever outro texto, outro dia.

Tolilces do comportamento humano

19 dezembro 2012

Um casal se conhece em um tipo de evento dos que, geralmente, vão (bar, teatro, show, parque….), começam a namorar e param de sair para estes mesmos eventos. Com o tempo, a relação se desgasta e perde a graça. Algumas destas pessoas, elas próprias, se negam a participar de eventos “achando” que o cônjuge “não vai gostar”.
Separam-se, alegando que a culpa é do outro que lhes privava da vida social.

Um homem tem várias relações pouco aprofundadas;
Uma menina interessa-se por ele e não oculta isto. Publicamente, lhe dispensa atenção e carinho;
Ele passa a dar-lhe pouca atenção e “tira sarro” dela, com os “amigos”.

Alguém relaciona-se com outrém e acha que a outra pessoa só pode “provar” seu amor, se resitir à provações;
Esta pessoa trata seu cônjuge com pouca delicadeza e faz-lhe poucas gentilezas;
“Proíbe” {como se isso pudesse existir!!!} seu cônjuge de fazer isso ou aquilo, de vestir-se de determinada maneira, de freqüentar alguns lugares ou de relacionar-se com determinadas pessoas.
Um dia este cônjuge se cansa e vai embora.

Uma mulher sempre foi tratada sem muita “importância” por seus cônjuges… relações “medianas” ou, meramente, físicas, satisfeitas pela estética. Superficiais;
Alguém surge e ENCANTA-SE por ela, vê nela o que ninguém viu e lhe revela isto!
Ela não acredita e o rechaça.

Uma pessoa que só tem relações efêmeras, demonstra interesse por outra. Esta outra, julgando a índole daquela, não crê na veracidade de tais sentimentos e não se permite vivenciar a experiência, mesmo tendo interesse.
Perde uma oportunidade.

Alguém me explica?

Inexplicável

20 outubro 2012

Não se deixem enganar!

Não nos atraímos por alguém por sua beleza física! Nem por seu jeito especial! Nem pelo que diz ou escreve…. nem pelo que possam dizer desta pessoa. Também não nos atraímos por alguém que nos “complete”, que seja assim, que seja assado…. não, nada disso!

Atraímo-nos por alguém por uma razão inexplicável!
Sim, depois de estarmos atraídos, começamos a tentar descrever os atrativos desta pessoa…. encantamo-nos por seus olhos, seu sorriso, seus cabelos, suas mãos… seu jeito de andar, de parar, de mexer-se…. encantamo-nos por sua voz, por sua risada…. por muitas coisas que diz, faz ou deseja…. por seus gestos…. mas, na verdade, tudo isto é o ornamento.

Antes de tudo isso e muito mais profundo do que isto, está o “inexplicável”!
Muitos romances começam pela atração física ou pela convivência que nos faz descobrir encantos em alguém… e pode ser que surja o inexplicável, aí, também. Inúmeras vezes, não surge. E por isto os relacionamentos se esvaem.

Atitudes inconcebíveis podem sobrepor-se ao inexplicável, é fato… e vemo-nos obrigados a deixar a pessoa…. mas continuaremos encantados por ela, de forma “inexplicável” até que outro ‘acontecimento’ inexplicável aconteça.

Quando sentires algo inexplicável por alguém, acredite: é inexplicável!
Ou seja, não há por que explicar. Não precisa. Apenas sinta!
Se puderes revelar, se puderes expressar, se puderes transformar este sentimento em ações, faça-o! E faça-o LOGO! Faça COMPLETAMENTE!!!

Não tenhas medo de afogar a outra pessoa!!! Se isto acontecer é porque não havia reciprocidade….. será lamentável. Para ambos! Para ti que tens o inexplicável te impelindo a doar o infinito e para a pessoa que não deseja recebê-lo!

Tá, falar é fácil… foda-se! Tenhas medo, sim!!!! Tenhas muito MEDO!!!
Não vai adiantar eu te dizer pra não ter… além do mais, faz parte.
E vou te dizer: é até gostoso!
Só não deixe que o medo te impeça de agir!Tente agüentar um pouco… uma semana, talvez!!! Mas, não tente agüentar mais do que isto! Vais ficar doente! E PIOR DO QUE ISSO: podes perder o MOMENTO!
Vá em frente! Vá com tudo! Perca a razão! E não tente explicar!!!!
Não há o que explicar!Apenas te entregues!! E reze aos céus, aos orixás, ao TAO, ao caralho a quatro pra que exista reciprocidade nisso!

Se houver, ambos sentirão algo que pouquíssimos sentem! Ambos estarão FELIZES!!
E não se preocupe em imaginar por quanto tempo serão FELIZES…. isso é irrelevante. Importante é a INTENSIDADE disso, enquanto existir!!!

Que a FELICIDADE esteja com vocês!!!!

Saber VIVER. Fidelidade, Namoro, Relacionamentos e toda essa coisa inebriante!

28 setembro 2012

Sou defensor das relações livres. Sempre que digo isso, as pessoas acham que estou pensando em MIM. Ao passo que, geralmente, é quase o contrário. Ou seja, não quero prender as pessoas a mim (mas, claro, aprecio que alguém LIVRE continue comigo, deseje estar comigo. . . é só assim que tenho certeza da pessoa estar comigo porque quer e não por convenções ou comodidade). O estranho é que algumas vezes, estou começando a curtir alguém. . . começo a imaginar como seria estar com esta pessoa fazendo isso ou aquilo. . . começo a pensar se preferiria estar com ela à outras. . . daí a pessoa ou some [sem saber o que eu estava pensando] ou começa a fazer exigências, ou mesmo, chegamos a ter uma conversa sobre o assunto e a pessoa expõe “condições”. =/

Ninguém, mais, sabe viver? As pessoas não sabem sair, passear, ir ao cinema, teatro, shows, bares, restaurantes. . . ficar conversando por aí. . . sentar em praças, andar de bicicleta, etc? Alguém determinou que certas ações são para “namorados”, outras não; Daí não se permitem curtir alguns momentos com alguém que ainda não ostenta o título de “namorad@”.

O problema é que eu não entendo esta coisa de “primeiro seja meu namorado pra depois eu ser legal contigo”.
Pra mim, a ordem é, obviamente, outra: Tu faz tantas coisas legais com alguém que acaba muito afim de estar sempre, ou pelo menos, freqüentemente, com esta pessoa.
E a partir daí, há um aumento da intensidade e, possivelmente, da quantidade de sensações com tal pessoa. Mas, por que, precisam dar nome pra isso?
Eu não vou atrás destas pessoas. Penso que se elas não quiseram ficar por perto é por que não tinham interesse, real, em mim, mas sim, tinham interesse em “namorar” alguém, que poderia ser eu, por mero acaso.
Não fico frustrado. Mas, além de curioso por saber se é assim, mesmo, que estão acontecendo as coisas, acho lamentável, perder aqueles momentos bons, só pq a outra pessoa não sabe viver o presente.

Também não fico sem esperanças, porque sei que existem pessoas mais ligadas ao presente.
Aliás, foi assim que me casei. Se minha ex-esposa era assim, como eu [ainda que não escondesse tanto, como eu, o ciúmes], há de existir mais gente assim.
Continuarei vivendo e observando [aliás, observar é uma das formas mais profundas de viver, pra mim].
Continuarei vivenciando os momentos bons, pelo período que antecede o momento da “exigência” e então seguirei à disposição de outros momentos bons. .

Aliás, vejam que interessante isso!!! Interessante e ‘comum’, já que vemos esta construção em contos gregos quinhentistas a. C e milenares provérbios chineses: Quando se quer evitar o destino é à ele que vamos de encontro. Ou seja:
– Tenho momentos agradáveis com alguém. . .
– A pessoa, por medo de perder tais momentos, exige-me “garantias”. . .
– Perde-me, instantaneamente.
– E perde-me, porque ela escolhe ir-se, já que não recebeu as garantias. Pois eu continuo inalterado. Continuo ali, disponível para os momentos bons, só não os proponho, mais.
E quando isso recai sobre a exclusividade dos relacionamentos, torna-se mais paradoxal!

Eu não posso dar garantias, quando ainda tenho interesse por outras pessoas. . . ou, simplesmente, porque não estou cégo de amor por quem me propõe isso. Mas, eu tenho um compromisso maior com minha sinceridade. Eu insisto em não mentir. Pelo simples fato de que eu não tolero uma mentira. Nenhuma. Por menor que seja. Por mais ridícula que seja [Eu posso entender uma mentira gigantesca, pois esta tem explicação].
Além disso, eu não quero sentir-me amarrado pelas “garantias”. Nem quero que tu estejas “tranqüila” com as garantias e ainda me obrigue a te dizer todas as vezes que eu estiver interessado em outra pessoa, mesmo que este interesse seja unilateral meu e ainda vá esvair-se em pouco tempo. . Acompanhe o raciocínio:

Eu estou contigo. Tu resolve que eu tenho que entitular-me “teu namorado” e que por isto não posso ficar com outra pessoas, senão estarei “te traindo” {óh como acho terrível esta palavra! não posso aceitá-la para descrever relações paralelas ou infidelidade, que seja}.
Aí eu sinto uma tesão louca por outra mulher. . . . nada aconteceu, ainda. . . a mulher nem sabe de nada.
Neste momento, eu posso fazer duas coisas: Ou deixo assim, ou interajo com a mulher.
Mas, não posso interagir sem “começar” a interagir. Sem haver esta intenção. E no momento que houver a intenção, preciso comunicar-te, para que não te sintas “traída”.

Porém, quando eu começar a interagir, novamente, temos duas hipóteses: Ou acontece algo, ou não acontece. Pode ser que não aconteça pq a outra parte não correspondeu. Pode ser que não aconteça pq eu vá perder a tesão ao descobrir este ou aquele detalhe da outra pessoa em questão. . Aí eu faço o quê?
Volto chorando e peço perdão como os outros homens bunda-moles que não assumem suas sensações e intenções?
Claro que não. Vou ter que seguir adiante sem ti. E tu, talvez, esteja lá chorando, arrependida, ou simplesmente, fosse capaz de “perdoar”.  Mas isso não vai acontecer, porque eu não sou ridículo.
Mas, se tu és capaz de “perdoar”, porque não o faz, antes? Ou seja, porque não me deixa livre [como EU te deixo] e segue o baile com o que eu te oferecer?

Se eu fosse um homem “comum”, tudo seria muito fácil:
Eu namoraria com quem quisesse que eu assumisse esse título, teria trocentos casos paralelos e trocentas tentativas infrutíferas, secretamente, e continuaria com a namorada até que um dos dois resolvesse “trocar”. Aí partiria para a nova namorada e assim por diante. Como toda pessoa normal, faz.
Mas, “normal” é aquele que está seguindo a “norma”. E esta é a minha diferença. Eu não sigo a norma. Eu sigo a minha cabeça, as minhas emoções. E, acima de tudo isso, eu não quero ser hipócrita, nem ter que mentir.

Eu odeio mentira!!!. Eu vou namorar contigo sem usar esta nomenclatura. Vou agir como eu quiser para com as outras mulheres e não vou te falar sobre isto se tu não quiseres saber ou vou te contar em detalhes, se tu quiseres saber.
E eu não vou te perguntar o que tu faz quando não está comigo. E te ouvirei sempre que quiseres falar.
Só vou torcer para que, no caso de te envolveres com outro(s), que sejam momentos maravilhosos!
Que tu te divirtas, que tenha orgásmos, que seja feliz! E que, mesmo assim, prefiras voltar pra mim. Assim, eu não preciso te “perdoar” de nada {quem tem o direito de dar perdão?} e não preciso enxugar tuas lágrimas, tratar tuas tristezas, decepções e arrependimentos. . . . não quero uma mulher com angústias ao meu lado! Não estas angústias pequenas das relações ocorridas às escondidas.

Eu quero ao meu lado, gente que se AME! Que se ame tanto que saiba fazer suas escolhas!!! Que saiba lidar com as conseqüências de suas escolhas, mas que não me envolva em suas decisões paralelas. Não invente que saiu com fulano pq estava carente, não venha me dizer que “se arrepende”. . . isso é problema teu. Porque se eu me arrepender de algo assim, eu não vou encher teu ouvido com isso, “ainda por cima”!

Viva tua vida! Viva Feliz! Procure-me quando quiser ser FELIZ! Procure-me, também pra desabafar, se precisar! Mas não com “culpa”!!! Não me venha sentir-se culpada porque saiu com um incompetente. Não sou eu, nem tu, o culpado pela incompetência alheia!!!

Nem quero que tu passes o fim-de-semana comigo quando queria estar acampando com os amigos ou seja lá o que for que tu querias fazer! Se tu quer fazer outra coisa, de que me adianta ter-te ao meu lado? A recíproca é verdadeira. Não me encha o saco com chantagens emocionais quando eu quiser viajar ou ficar sozinho em casa, tomando chá.

Eu sempre tive inclinação pra viver assim. Claro, eu não fui adulto e amadurecido desde sempre. Então vivi uma oscilação de sensações e conceitos contraditórios ao longo da vida, ora manifestando-se de um jeito, ora de outro. Já fui ciumento, já fui grudendo, já sufoquei, já sofri todas estas coisas por parte de outras pessoas, já errei, já acertei, já fui feliz e muito triste. Hoje, sou adulto e posso dizer-me “maduro”.

Os “normais” acharão que ajo como um “adolescente”. Pois bem, maturidade é ter tranqüilidade sobre suas escolhas. Sejam elas quais forem e quando forem. Hoje, faço escolhas “assustadoras” para muitos, mas às faço consciente. Esta é a diferença entre a loucura [inconseqüente] do adolescente e a loucura consciente do adulto.

Se tiveres coragem de acompanhar-me, sinta-se à vontade. Se quiseres “prender-me”, faça por “merecer”, ou seja, APENAS mantenha-se interessante. Não faça exigências. Tenha AMOR PRÓPRIO. Ter amor próprio é isso: Ser como se é e acreditar que alguém vai gostar de ti, assim. Mesmo que este alguém sinta alguns constrangimentos, algumas angústias.

Meu AMOR PRÓPRIO é assim. Acredito que alguém possa gostar de mim, mesmo que eu não lhe seja o HOMEM PERFEITO. Não temo perder a pessoa para outro homem, porque não existem Homem/Mulher perfeitos. Meu amor próprio vai se ressentir se eu te encontrar com outro homem, se tu tiveres pouco tempo pra mim. . . . mas, se eu sentir que és SINCERA, VERDADEIRA, INTENSA, quando estiveres comigo, isso me basta.

Deixar-te-ei livre! E só exijo o mesmo, em troca. Esta é minha posição e foi com esta posição que vivi oito anos com minha ex-mulher. Foi assim que por oito anos, sentindo-me livre, não precisei buscar em outras pessoas, emoções diversas.

Se ela me cobrasse isso, talvez eu tivesse precisado.

P. S. Quando eu digo que vou agir como eu quiser com as outras mulheres, não significa que vou desrespeitar-te!!

Quando eu estiver contigo, não vou ficar olhando para as outras mulheres escancaradamente; Não vou pegar telefones e contatos de ninguém em tua presença (sou inteligente o suficiente para descobrir estas informações, depois, se eu precisar/quiser); Não vou ficar me esfregando em ninguém, ridiculamente;
É claro que não vou deixar de abraçar, beijar e tratar com carinho as pessoas que eu já conheço.

Digo isso, porque vejo vários casais que se prometem fidelidade mútua e diante de outras pessoas agem com completo desrespeito aos seus cônjuges. Ainda “disfarçam” que estão tomando contatos por motivos profissionais ou outros que suas criatividades criem.

O desrespeito é outra coisa que odeio. Aliás, se tiveres uma destas atitudes ridículas e de pouca criatividade, pode apostar que desaparecerei. Ou ficarei, mas tu estarás numa escala diferente de valores e não terás mais peso na balança.
A burrice me incomoda mais do que muitas outras coisas. Se tu não fores inteligente o suficiente para conseguir as informações depois, tu não me serve como cônjuge.
Sim, minhas exigências parecem estranhas para a maioria das pessoas.

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Adendos:

Das Garantias

Garantias não são necessárias. Aliás, são coisas estúpidas, já que quem dá a garantia é a mesma pessoa me que se espera confiar. Ora, a pessoa, cuja palavra dada em garantia tem valor, é a mesma pessoa que não vai “te trair”, pois tem honra.
A pessoa que vai “te trair” não pode ter uma palavra de valor para te dar. Logo, quem pede uma garantia é um imbecíl. Pois pede para quem não pode lhe dar ou para quem não precisaria fazê-lo!!!

Afora a contradição estúpida descrita acima, tu não podes JAMAiS, pedir garantias. Tu só podes DAR garantias. E esta garantia é, simplesmente, tua ação verdadeira e agradável para com quem tu amas.
Se quem tu ama, também te ama, esta pessoa vai dar valor à tua atitude, à tua dedicação e tentará RETRIBUIR.
Simples, assim.

Há pessoas que nunca amadurecem, de fato. Mas, vou falar de mim, agora. Eu sou um HOMEM AMADURECIDO.
Sendo assim, há duas implicações muito intrínsecas à esta situação dos relacionamentos e fidelidade:
1. Já não sofro de “curiosidade” por outros relacionamentos. Não vou macular minha relação vigente por conta de “aventuras” tolas;
2. Consigo perceber, CLARAMENTE, quando tenho interesse REAL em alguém e quando tenho interesses “menores”.

É muito provável que eu vá deixar de lado atrações secundárias porque sei o prazer e o valor das emoções vividas numa relação duradoura ou estável… REAL.
Mas, pode acontecer algo “extraordinário”, por exemplo, a Leandra Leal surgir na minha frente, louquinha por mim…. ou alguém com quem não fiquei e que representou algo muito forte, aparecer do mesmo jeito… em ambos os casos, a ação seria de “fazer o que não foi feito” e ´era isso´. Rola e passa, esquece. É uma “pendência” resolvida. E talvez, mesmo estas situações, sejam prescindidas. Já aconteceu de eu estar apaixonado e uma “paixão antiga” aparecer “finalmente” e eu deixar pra lá. Foda-se.
Só não posso deixar de manter esta ressalva viva, pois não posso me contra-dizer nem mentir. Nem sou dono da verdade…. não sei o que posso vivenciar, de repente.

Mas, sei que uma mulher jovem, talvez não consiga lidar com estes apelos, como eu… independente dela ter tido zilhões de outras relações ou não. A alma jovem é mais atribulada.

Da Mentira

É inadmissível. Ponto. Já escrevi sobre isso, antes, e já alardeei aos 7 ventos que tu não precisa mentir pra mim. Se não puderes ou não quiseres dizer a verdade, cale-se! O silêncio é digno. A verdade é digna. A mentira é inadmissível.

Se mentires que foi à padaria e não foste, talvez eu termine meu relacionamento contigo. Porque não vou conseguir entender por que fizeste algo tão idiota!
Mas, se não conseguires não mentir, sobre o fato de tu teres matado alguém, ou roubado um lápis ou sei-lá que loucura de repercussão gigantesca dentro de ti, tu tenhas feito… isso eu vou entender.

Traição

Que horror que tenho desta palavra!!!! HORROR! Traição deve estar fazendo sombra à mentira! Quem mente, me trai. Mesmo que seja uma mentira idiota, como já disse.
Mas, se minha cônjuge faz sexo com outra pessoa ou beija romântica ou sensualmente, outra pessoa, ela não está me traindo. Ela está sendo infiel, talvez, caso tenha tido a tola idéia de me dizer que não faria isso.
Mas, se ela estiver fazendo isso por um sentimento bom que teve pela outra pessoa (paixão, tesão, amor, sei-lá)…. ela não estará traindo ninguém. Estará dando vazão às suas necessidades… desejos, etc.
Este tipo de coisa não tem nada a ver com traição.

Se minha cônjuge (ou qualquer pessoa) age de uma forma que eu, realmente, não esperaria, dela, em contradição aos meus princípios de respeito, amizade, consideração…. bom, aí esta pessoa estará me traindo. E isso não tem perdão.
Pode ter um perdão, do tipo, ´tudo bem, não sinto nenuma angústia com isto´, mas com certeza não darei novas oportunidades a esta pessoa para ela provar confiança ou trair-me, novamente. Eu expurgo esta pessoa das minhas relações.

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Do arrazoamento

Por que impor proibições às pessoas e criar um “monstro”?
Se eu te proíbo de ficar com outras pessoas e tu concorda com isso, caso não consigas evitar isso, terás dois problemas: a confusão de ceder às tuas inclinações divergentes das tuas convicções e o conflito entre mentir/ocultar ou revealar/culpar-se.
Além disso, viverás em constante angústia do “não posso”….

Ora, seja LIVRE! Faça o que quiseres. Assuma o que fizeres. Esqueça o que fizeres.
Note, não estou te incentivando a sair dando pra todo mundo pq eu vou achar legal. Estou te dizendo pra não esquentar a cabeça com isso.
Se tu acha que é legal ficar só comigo, faça isso. Se um “acidente de percurso” ocorrer, não se desespere. É a vida.
Se eu gosto de ti, eu gosto de ti. Fim.
Se vivêssemos no século XIX e tu fosse virgem ao ficar comigo, talvez isso fizesse diferença. Pra mim não faz. O que faz diferença é a qualidade das tuas ações para comigo e a qualidade delas, versus a qualidade das tuas ações para com outr@s.
Se eu me sentir prescindido, não vou gostar. E talvez eu te deixe.
Eu te quero INTEIRA e COMPLETAMENTE, quando estiver comigo. SÓ isso.