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Injúria

5 abril 2014

O Código Penal Brasileiro, criado pelo Decreto-lei 2848/40 de 7 de dezembro de 1940, em seus artigos 138, 139 e 140, trata dos casos de Calúnia, Difamação e Injúria, respectivamente.

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O ambiente virtual, particularmente, o facebook é um campo fértil e abundante deste tipo de crimes!
E alguns deles são cometidos ao mesmo tempo, com uma mesma sentença proferida (por escrito, no caso – prova cabal).

As pessoas, em geral, desconhecem a lei e fazem falsas alegações a respeito das outras o que, dependendo dos termos utilizados, podem ser enquadradas num ou mais de um dos referidos artigos.

Postagens em grupos de discussão, conversas diretas no facebook, postagens anônimas em blogs (mas com estrutura textual, vocabulário e erros ortográficos e gramaticais, perfeitamente, reconhecíveis), onde @s agressores destilam veneno e impropérios sem fazer qualquer relação entre as acusações e hipotéticas ações ou declarações d@s atacad@s, são algumas práticas comuns.
Uma acusação vazia, seguida de um ‘bloqueio’, afim de impedir que a pessoa inquira as razões do ataque ou argumente em contrário às injúrias, é a cena mais natural.

Quando sou eu o alvo do desequilíbrio alheio, mantenho o discurso coerente e sem usar termos de baixo calão, sempre indagando sobre algum ‘fato’ sobre o qual, poderíamos então analisar se errei ou não. Caso eu constatasse falha minha, eu buscaria alguma forma de reparação – no mínimo, um pedido formal de desculpas e uma promessa de não mais cometer tais erros hipotéticos.

Sou muito convicto de minhas idéias e tenho boa desenvoltura verbal. Dificilmente, encontro alguém que consiga mostrar meus erros; Mas, VEJA BEM: Isto acontece, não porque eu não cometa erros! Isto acontece porque as pessoas não sabem se expressar!
Algumas vezes, eu até percebo que errei, porém, discordo da interpretação de meu erro, por parte de quem está me acusando. Daí, a pessoa ao invés de dialogar comigo até que cheguemos a um consenso (e seria até fácil, nos casos em que já considero que estou errado), parte para agressão ou para a “argumentação” vazia!

Eu não tenho problemas em reconhecer erros e em buscar reparação dos mesmos. Certa vez, cruzei uma rua ‘preferencial’ sem respeitar a placa de ‘pare’ (termos do código de trânsito) e provoquei um acidente. Nem me passou pela cabeça tentar desviar-me desta culpa. Minha segunda frase, foi “-A culpa é minha!” (a primeira foi: -Está tudo bem?).
Como eu estava com um carro da empresa, queriam tentar fingir que não tive culpa por causa de seguros, etc… Recusei-me. Assumi, categoricamente, a culpa. A culpa era minha. Onde há uma placa de ‘pare’ é preciso parar. Não parei, sou culpado. Fim. Tive que pagar os prejuízos de ambos os veículos (e fiquei questionando-me sobre por que não recebi uma multa por não parar diante da placa de ‘pare’!?).

Eu tenho ‘problemas’ é com a estupidez, a arrogância e a ineficiência verbal/intelectual alheias! E com a falta de empatia ou falta de interesse alheio em entender os fatos. Em última análise, falta de interesse alheio em promover melhoria: as pessoas só querem agredir, elas não querem te mostrar erros para que tu os repare/tente reparar e/ou para tu prosperar, autoavaliar-se, retificar-se… não!

Muitas vezes, basta que as pessoas se proponham a entender os acontecimentos. Note bem: não estou tentando ‘justificar’ as ações, e sim ‘explicá-las’. Embora pareça uma diferença sutil, ela é gritante!

A coisa é simples:
-Fiz isso, por causa disso e não por causa daquilo. Entendeu?
-Sim. Mas a culpa, ainda é tua!
-Sim. A culpa é minha. Só queria que entendesses os processos. Agora, vou procurar uma forma de rever isso.

Eu não quero ser um ‘errante’. Eu não gosto de errar. Não gosto de cometer falhas e gosto menos ainda de causar mal. Jamais eu pretendo causar mal por um erro! Eu posso querer causar mal, intencionalmente, mas nestes casos eu não vou ficar tentando fazer parecer que estou ‘certo’, que não ‘errei’ segundo o conceito geral.
Eu vou dizer: – Fiz isso, assim, porque eu quis fazer assim.

Se eu estiver dizendo que não quis, que não entendi, que não estou vendo o erro, apenas mostre-me! Prove-me. Tão logo eu o perceba, tratarei de esforçar-me para não repetí-lo. Nem todos os erros são reparáveis, eu sei. Mas, o futuro pode ser gerenciado.
Ou eu vou esclarecer que fiz daquela forma por convicção e não vou mudar, sejam quais forem as conseqüências.
Se o acusador não me provar que estou errado, ele estará apenas perdendo seu tempo. Não me atinge, porque não vi o erro e não consegue minha reparação ou mudança (porque não vi o erro).

Claro, eu sou dotado de inteligência. Se alguém faz uma acusação torta sobre mim, eu vou analisar e reanalisar profundamente minhas palavras e ações, circunstâncias, etc… em busca do motivo pelo o qual a pessoa chegou àquele julgamento. Algumas vezes eu posso descobrir que OUTRO erro levou a pessoa a creditar-me erro diverso, mas eu entendo a má interpretação da pessoa e passo a evitar o erro que EU identifiquei como causador da má interpretação dos fatos.
Outras vezes, concluo que a pessoa em questão deve sofrer disso ou daquilo e por isso ‘viu’ determinado erro onde não existia (ou onde existia outro erro). Ainda nestes casos, eu vou tentar achar uma forma de expressão diferente que não dê margem para pessoas doentes interpretarem errado meus atos.

O que falta às pessoas é veracidade. As pessoas não assumem suas baixezas, suas falhas, suas intenções e nem suas posições. E elas mentem!
Então elas acham que todo mundo é assim.

Pressupõem tuas ações segundo sua própria vileza e te agridem, te injuriam, ofendem, etc.. sem um objetivo de reparação, mas somente de destruir-te, pq no fundo, estão tentando transferir pra ti a angústia de suas próprias imperfeições. E deve ter outras razões, como burrice, mesmo, etc.. mas o fato é que atribuir-te um ‘rótulo’ e não narrar um ‘fato’ que faça jus a tal ‘rótulo’ é, antes, um dos três crimes citados no início deste post, do que qualquer outra coisa.

Certamente, tais atitudes causam desgaste. No entanto, servem apenas para fortalecer o indivíduo em sua noção de integridade. Não é possível garantir que isto seja bom, pois na hipótese de haver um erro que não foi narrado e, portanto, não pode ser analisado, tal erro permanecerá sem reparo e a conduta geradora do erro permanecerá inalterada (deixando margem para novos erros semelhantes). De resto, não havendo erro algum, exceto da má interpretação ou má intenção d@ agressor(a), este fortalecimento é benéfico.

Rogo, apenas, que as aulas de português e filosofia do ensino médio sejam melhores no futuro, promovendo cidadão críticos, capazes de expressar o que pensam e com intenções melhores!